sábado, 3 de agosto de 2013

A nova era da comunicação



Essa semana aconteceram duas coisas que me fizeram matutar profundamente sobre o futuro dos meios de comunicação.
O primeiro assunto foi o da "blogueira da capricho" mas não vou mencionar o babado todo, pois na verdade nem é sobre ela e sim sobre os comentários como "A capricho ainda existe?".
Veja bem, eu sou filha única, sofri bullying a maior parte do tempo na escola e era leitora assídua da Capricho, Atrevida e revistas do gênero. Aliás na minha época (Não sei como está agora) essas revistas me ajudaram em muita coisa, como dúvidas com o meu corpo, auto estima e etc., Eram praticamente as minhas melhores amigas.
Eu sei que provavelmente vai soar como algo babaca de se escrever, porém esse fato me fez refletir sobre a geração de pré-adolescentes e jovens da atualidade, esses que são influenciados pela internet e seus derivados.
Não é uma critica, mas por eu ter uma página relativamente grande, percebo que a maioria das pessoas que acessam a rede não lêem, não se informam, são pessoas mais visuais do que intelectuais. Você pode discordar de mim, afinal essa é apenas uma observação minha.
Eu curto muitas páginas e blogs de informações culturais e  jornais, e tenho o hábito de ler a maior parte dos comentários possíveis por dois motivos:
Um é pelo fator diversão, pois acho alguns comentários extremamente engraçados.
O outro motivo é a curiosidade de saber a opinião alheia, pois pra quem não sabe, desejo me formar psicóloga e o comportamento humano muito me instiga.
Fazendo isso, venho a perceber que alguns jornalistas tem o maior trabalho para pesquisar determinada matéria e por sua vez a maioria dos "leitores"  se baseiam na foto e  nem se dão ao trabalho de ler e desfrutar a postagem, acho isso muito triste.
Essa semana também aconteceu o inesperado, a revista Gloss juntamente com a Bravo,  Alfa e  Lola foram descontinuadas, ou seja, acabaram. 
Isso me fez refletir mais ainda sobre a "nova era" dos meios de comunicação, o que foi um baque pra mim e que começou a me dar uma certa sensação de nostalgia e a encher a minha cabeça de dúvidas:

A maioria das pessoas não compram mais revistas, certo? Tudo que se lê é facilmente encontrado na internet, Correto? Será que esse foi o motivo dessas revistas acabarem? Será que em breve presenciaremos o fim da revista impressa? Será que daqui alguns anos eu vou falar para o meu neto:
 - Olha querido, eu ainda tenho uma raridade em casa, era assim que eu me informava, lia e me divertia. Veja só, uma revista!

Sensação de nostalgia de novo....

É estranho ver essa "evolução" das coisas. Na maioria das vezes elas vem para o bem, mas não sei o que achar dessa suposta evolução.
De certa maneira serão menos árvores a serem cortadas para se fabricar um exemplar. 
De certa maneira terá mais espaço na minha casa e ajuntará menas poeira...
Mas de certa maneira as pessoas estão deixando de ler, estão enfornadas em casa na frente de seus computadores, acariciando seu ego por viver para criticar e corrigir os erros do próximo nas redes sociais. Vivendo de likes e compartilhamentos e deixando de ler, se informar e de prestigiar um texto ou o trabalho de um jornalista que fez disso a sua profissão.
Eu poderia me estender e falar sobre a desvalorização dessa profissão (O jornalismo) e de como a nova era da comunicação está desmerecendo esses excelentes profissionais, mas deixo isso para um próximo texto.
A pergunta que fica é:
Como será que vai ser na geração da minha filha? Qual será o futuro das redes sociais e os novos meios de comunicação que estarão por vir? Será que as revista/jornais serão mais um artefato vintage? Será esse o começo da sua extinção?


Nostalgia precipitada...  
Nostalgia nada mais é do que saudade.



Comentários
2 Comentários

2 comentários:

Unknown disse...

Essa "evolução" também muito me assusta, por isso me apego as certas coisas do passado, consideradas hoje em dia "vintage". O futuro/presente me parece muito impessoal, muito frígido. Ebooks substituindo livros, blogs substituindo revistas... E depois o que? Seremos substituídos também? Por algo mais eficiente do que humanos? Ou também evoluiremos para algo assim? Com menos sentimento e mais exato..?

Jocilane Rubert disse...

Não creio que a comunicação impressa se exinguirá, mas apenas passará por uma transformação. Afinal, quando a tv foi inventada muitos temiam o fim do rádio, no entanto, o que ocorreu foi uma mudança e até uma forma de migração do conteúdo radiofônico para o televisivo, como os programas de auditórios, de calouros, concursos de música, novela, tudo isso é original do rádio.De form semelhante ocorreu com o cinema mudo, após invenção do cinema falado; com a arte plástica após invenção da fotografia. Enfim, isso sempre ocorre quando surge uma nova tecnologia, mas a tendência é uma adaptação e não extinção da anterior. Por isso, é necessário que os meios impressos e os jornalistas se adequem a essa nova realidade, busquem compreender essas gerações e seus interesses para que não fiquem para trás.