sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A história de Carolina parte 2

-Em que você estava pensando pra rir tão alto desse jeito?

-Pensando não, eu estava sonhando...

-Sonhando? Sonhando com o quê? Com o namorado talvez?

-Você acha que morrer é dolorido?

- Depende da forma da qual você morrer...
Não foi isso que te fez sorrir, não é? Se foi, acho que estou conversando com uma garota sádica. Bela e sádica.
(O estranho lhe deu um sorriso largo cheio de intenções e curiosidade).

- Na verdade não foi isso que me fez rir, foi apenas uma dúvida. Não me chame de garota, eu tenho nome! Prazer, Carolina.

-Prazer, Stefano. Disse o rapaz que aparentava ter seus 22 anos, cabelos na altura do ombro escorridos e castanho claro. Olhar penetrante, sobrancelhas arqueadas. Diria até que ele parecia um serial killer de filme americano, bonito, sedutor e perigoso. Pelo menos era o que o seu sorriso e olhar passavam.

-Stefano! Mas que nome mais estranho. Stefano... Parece nome de amante Italiano... Stefano, amore mio. A garota gargalhou de forma gostosa novamente.

-É, realmente você diz o que pensa garota, gosto disso! A maioria das pessoas não demostram o que sentem ou escondem a sua opinião por trás dos valores  que a sociedade impõe...

-Você é algum tipo de filósofo moralista?

-Não, apenas expresso a minha opinião tanto quanto você.

- Me parece um pouco chato ser assim...

-Nossa, ja são 18:00 horas, preciso ir, estou mais que atrasado! Nos encontramos por ai pra terminar essa conversa e para que eu possa te provar que não sou tão chato assim. Até breve. Stefano se levantou, e correu a passos largos em direção desconhecida. Logo sua silhueta desapareceu em meio a neblina que a noite formava.

Continua...
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